"AGUAPÉS"
Vídeoarte desenvolvida para Residência Visão Coop, 2026.
Vídeoarte desenvolvida para Residência Visão Coop, 2026.
durante a residência artística da @visaocoop, nasceu “Aguapés” (2026) no território de Guapimirim — do tupi agûapé’ymirim “rio pequeno dos aguapés”. O aguapé é uma planta aquática flutuante, conhecida por suas flores violáceas e pela capacidade de se espalhar sobre rios e lagoas, formando extensos tapetes vivos. Utilizada como filtro natural para despoluição das águas, alimento, paisagismo e ração animal, sua existência carrega a ambiguidade entre cuidado e excesso, regeneração e ameaça.
A videoarte reflete este território que abriga o maior e mais preservado manguezal da Baía de Guanabara, conhecido como Pantanal Fluminense. Entre imagens projetadas e corpos d’água, o trabalho se extende minha pesquisa sobre peixe-espírito, fabulação que imagina formas de resistência dos seres aquáticos diante da contaminação dos rios.
A videoarte reflete este território que abriga o maior e mais preservado manguezal da Baía de Guanabara, conhecido como Pantanal Fluminense. Entre imagens projetadas e corpos d’água, o trabalho se extende minha pesquisa sobre peixe-espírito, fabulação que imagina formas de resistência dos seres aquáticos diante da contaminação dos rios.
Até quando será possível comer peixe fresco assado na folha de bananeira? Em que momento o desejo ancestral se tornará apenas uma imagem distante, televisionada pelas telas, lembrança de um mundo que deixou de existir? “Aguapé” pensa a água como arquivo, alimento e profecia. Um território onde os peixes continuam tentando respirar apesar da lama, do lixo e das promessas de progresso.
Ficha técnica
Direção, captação e texto: Tayná Uràz
Projeção técnica: B Leite
Voz e Trilha Sonora: Ruth Dias
Ficha técnica
Direção, captação e texto: Tayná Uràz
Projeção técnica: B Leite
Voz e Trilha Sonora: Ruth Dias





