À ESTRANHA EXPANSÃO DA PRESENÇA;
É PRECISO CONHECER NOSSO TERRITÓRIO PARA RECONHECER A NÓS MESMAS, 2020
Nesses tempos vi o céu clarear e anoitecer, vi mar encher e terra tremer. vi também minha mãe pela primeira vez no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro.
"Esses seres vivemos" é o livro que nasceu do processo de residência artística do programa @capacete_capacete + @mam.rio, com acompanhamento de @camillarochacampos e @eu_raquelb.
https://mam.rio/publicacoes/esses-seres-vivemos-residencias-2020/
É PRECISO CONHECER NOSSO TERRITÓRIO PARA RECONHECER A NÓS MESMAS, 2020
Nesses tempos vi o céu clarear e anoitecer, vi mar encher e terra tremer. vi também minha mãe pela primeira vez no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro.
"Esses seres vivemos" é o livro que nasceu do processo de residência artística do programa @capacete_capacete + @mam.rio, com acompanhamento de @camillarochacampos e @eu_raquelb.
https://mam.rio/publicacoes/esses-seres-vivemos-residencias-2020/





Apagamento, I e II
Série Mapas, 2020
Colagem analógica e digital
Coleção da Artista
lutando não depositar lastras gramas de armazenamentos soterrados respiram às brechas de terra úmida facilmente cavada à mão,
queima ponta dos dedos;
desestrutura solo, desfaz tecidos, abre caminhos;
respiro respiro transpiro;
corro essa e outras cidades;
Sol daqui.
"A gente tá falando das noções de consciência e de memória. Como consciência a gente entende o lugar do desconhecimento, do encobrimento, da alienação, do esquecimento e até do saber (...) Já a memória, a gente considera como o não-saber que conhece, esse lugar de inscrições que restituem uma história que não foi escrita, o lugar de emergência da verdade. (...)"
que te cuspa todo
lastro de raiva
golfando as travessas navegáveis
pelos trópicos insulares
corredores de exportação
flertando inferno e descarrego
daqui tudo que me
limite
"Livre-se dos livros da história burguesa
Tire a verdade minoritária de cima da mesa
Autoritária e falsária
Ou você acha mesmo que a lei áurea
Foi pura gentileza por parte da realeza?"
faíscas de nossas borbulhas de
tirar a tampa escorre pela
boca de
fogo à lenha difusa dos dias
ontens ou de três ontontes
de curtas circuitas - controlas geolíticas
inquietas mutações confluímos
em correntes aquáticas já que nadas
com toda água do mar daqui jogo mergulho
nas tuas e nossas molhadas deslizam
sob invenções invasoras vens de
I passado II presente III futuro
a morte rainha de ouros a temperança
"meu corpo é Terra, eu nado em água
meu corpo é Fogo, dissolve máguas"
tudo está mudando
bacias hidrográficas ao cabelo de mãe
movimentos merecem coragem
fluxo dissolvido no soterramento
das rachas sob pés
sem mais pulos perigosos à caminhar
concretudes firmes
"(...) a ousada esperança
de quem marcha cordilheiras
triturando todas as pedras
da primeira à derradeira (...)"
água é benção renascente
que ferve em caldeirão escuro
não existe cintilância sem ausência
falo do que temo e sonho
dos ombros às solas escrevo com que sobra
viva morta
o que te farias empoeirada?
queima ponta dos dedos;
desestrutura solo, desfaz tecidos, abre caminhos;
respiro respiro transpiro;
corro essa e outras cidades;
Sol daqui.
"A gente tá falando das noções de consciência e de memória. Como consciência a gente entende o lugar do desconhecimento, do encobrimento, da alienação, do esquecimento e até do saber (...) Já a memória, a gente considera como o não-saber que conhece, esse lugar de inscrições que restituem uma história que não foi escrita, o lugar de emergência da verdade. (...)"
que te cuspa todo
lastro de raiva
golfando as travessas navegáveis
pelos trópicos insulares
corredores de exportação
flertando inferno e descarrego
daqui tudo que me
limite
"Livre-se dos livros da história burguesa
Tire a verdade minoritária de cima da mesa
Autoritária e falsária
Ou você acha mesmo que a lei áurea
Foi pura gentileza por parte da realeza?"
faíscas de nossas borbulhas de
tirar a tampa escorre pela
boca de
fogo à lenha difusa dos dias
ontens ou de três ontontes
de curtas circuitas - controlas geolíticas
inquietas mutações confluímos
em correntes aquáticas já que nadas
com toda água do mar daqui jogo mergulho
nas tuas e nossas molhadas deslizam
sob invenções invasoras vens de
I passado II presente III futuro
a morte rainha de ouros a temperança
"meu corpo é Terra, eu nado em água
meu corpo é Fogo, dissolve máguas"
tudo está mudando
bacias hidrográficas ao cabelo de mãe
movimentos merecem coragem
fluxo dissolvido no soterramento
das rachas sob pés
sem mais pulos perigosos à caminhar
concretudes firmes
"(...) a ousada esperança
de quem marcha cordilheiras
triturando todas as pedras
da primeira à derradeira (...)"
água é benção renascente
que ferve em caldeirão escuro
não existe cintilância sem ausência
falo do que temo e sonho
dos ombros às solas escrevo com que sobra
viva morta
o que te farias empoeirada?